O que você vive e aprende, anda com você. Ao longo de toda nossa vida, vamos acumulando coisas, vivendo e guardando as coisas na nossa bagagem, mas já parou para olhar o que tem lá? Já se pegou avaliando o tanto de tralhas que carregamos por aí?

Tudo que vivemos gera um souvenir, uma pequena lembrança para o futuro, mas nem tudo precisamos guardar, tem coisas que faziam sentido guardar no momento, mas ai evoluímos e não faz mais sentido levar, como roupas que não nos cabem mais, só estamos tão apegados que não queremos nos desfazer.

Levar esse monte de coisas pra todo lado cansa, gera estresse e muita dor de cabeça, tem coisas que temos que explicar na alfândega, que nem sabemos mais o que é ou porque está lá, tem coisas que nos geram vergonha, outras que desmerecem a nossa maturidade, igual aquele e-mail constrangedor, que você tinha na adolescência e fica estranho passar pro novo chefe, no emprego novo.

Tem horas que essa bagagem toda, dá excesso de peso e temos que pagar um preço, por sermos tão acumuladores. A pergunta é: Para que serve levar tudo isso? 

Vamos fazer um trato? Eu vou agora mesmo, revirar a minha bagagem e me desfazer de tudo aquilo que não é mais útil pra mim e você faz  isso também, chega de arrastar essas coisas por aí, de passar perrengue tentando encaixar uma mala enorme em espaços que ela não cabe, só pelo apego das inúmeras fases que  a gente viveu, a regra é clara, se não me representa mais, vai pro lixo.

Eu prometo, esse processo pode até ser cansativo e desgastante, mas vai valer a pena, você verá com muito mais clareza as coisas a sua volta e isso vai ser libertador, vai entender que o normal não é o caos e sim a organização, vai saber se respeitar mais, se ouvir mais e se sentirá muito mais leve.

Confia em mim, pra onde você vai não precisa levar tudo isso, mesmo porque, quando chegar lá, vai precisar de espaço pra guardar as coisas novas que você vai adquirir. 

  Por que eu sou Professor



Parei em frente a porta, respirei fundo e entrei, vários jovens rostos me olharam curiosos. Era o primeiro dia do semestre, minha chance de cativar as jovens mentes, que estavam ali em minha frente. 
Me apresento a eles, Roberto Gullier, 48 anos, solteiro, sem filhos e professor de escrita criativa por afinidade, eles riem e eu continuo explicando a dinâmica desta primeira aula, cada um deve se apresentar de forma criativa, exemplifico dizendo que podem cantar, fazer teatro, plantar bananeira ou qualquer coisa nada convencional que lhes vier a mente, eles me encaram incrédulos, digo a eles que podem se oferecer, mas que todos deverão se apresentar, caso demorem começarei a chamá-los por ordem aleatória da chamada e eles arregalam os olhos, ainda mais incrédulos, enquanto eu escondo a boca com a mão abafando um sorriso.
O primeiro a se apresentar é um garoto franzino, tem cerca de 1,65 de altura, cabelos castanhos, usa óculos de grau, aparentemente alto, moletom com várias referências de games, jeans surrado e tênis, ele se apresenta como personagem de RPG online  e eu fico contente, porque essa é nova pra mim.
O segundo a se apresentar é outro rapaz, ele escreve no quadro imitando um professor severo e eu dou risada, é um daqueles rapazes populares e divertidos, que fazem sucesso por sua espirituosidade. 
A terceira a se apresentar é uma garota, ela usa charadas de referência e faz com que os demais interajam, respondendo as perguntas e descobrindo seu nome e demais informações por enigma. 
E assim, um a um vai se apresentando. Quando o último se apresenta, eu me levanto e bato palmas, agradeço a colaboração de todos e digo que fiquei impressionado com a criatividade deles.
Começo então a mencionar a forma como vamos trabalhar, minha disciplina envolve criatividade, sendo assim a maioria das atividades será de improvisação, darei temas e eles terão de desenvolver textos com estes temas, confesso que tenho ideias loucas para os temas, que eles devem vir as aulas de mente aberta e desprovidos de padrões, porque não vou facilitar para ninguém. 
Eles ficam com aquelas expressões penalizadas, entre o medo do que virá e excitação de poder criar sem limites.
A aula finalmente termina e os alunos se vão, arrumo minhas coisas e vou para casa, pensar nas propostas da próxima aula.
Uma breve introdução, sobre quem sou e o que faço, acho que ficou bastante claro na verdade, mas quero aqui explicar alguns dos meus motivos, para ser quem sou.
Meu nome, como disse, é Roberto, tenho 48 anos, sou formado em jornalismo e letras, tenho várias especializações e um mestrado em literatura. Comecei a me interessar por escrita criativa quando era universitário de jornalismo, a matéria surgiu e eu fiquei fascinado em trabalhar com improvisação, desde então comecei a me especializar e hoje, sou professor bem cotado, com uma bagagem que faz de mim muito qualificado.
Decidi seguir carreira acadêmica, por amar a sala de aula, sou apaixonado pelas jovens mentes prontas a serem moldadas, gosto de estimular eles a pensarem fora da caixa.
Meus exercícios, são os mais loucos e bizarros possíveis, às vezes coloco uma imagem no slide e peço que escrevam qualquer coisa sobre ela, um texto, conto ou poesia. Às vezes, pego um dicionário, passo de carteira em carteira, pedindo que me falem uma letra qualquer, então escolho uma palavra aleatória e peço que escrevam algo sobre ela, muitas vezes eles sequer sabem o significado, então digo apenas "não importa escreva com o significado que quiser, mas não olhe na internet o significado real". Às vezes, levo vários panfletos de lojas e supermercados, então escolho uma oferta e peço que escrevam algo sobre ela.
São tantas as opções de escrita criativa, as possibilidades são infinitas e o melhor, os alunos não costumam entregar coisas muito próximas. 
Dou nota por critérios, ortografia e concordância valem cerca de 20% da nota, controle e desenvolvimento das ideias de forma satisfatória, rendem mais 20% da nota e os demais 60%, são de criatividade e originalidade, costumo deixar claro, que quanto mais genérica a ideia, menor será a nota, por exemplo: Peço um texto sobre uma lata de milho, o mais comum, é falar que ela será usada em um jantar importante e o foco se perde, indo para pessoas, que estão utilizando o objeto de criação (a lata de milho), então essas pessoas levam notas mais baixas, em detrimento daqueles que contam a história do milho ou, até mesmo, da lata.
O mais divertido no meu trabalho, é ler as mentes que me cercam, algumas possuem travas severas e simplesmente, não conseguem produzir coisas muito inovadoras nas primeiras atividades, outras, são extremamente loucas e apresentam níveis de criatividade incríveis, entregando materiais extraordinários, há aqueles que desenvolvem ideias simples de modo organizado e limpo, trazendo textos de muita qualidade, enquanto outros, apresentam ideias muito interessantes, mas que não conseguem desenvolver de forma satisfatória, outros, simplesmente tem ideias inovadoras e as desenvolvem lindamente. 
Porém, o que eu mais amo em lecionar é muito simples, eu chego no primeiro dia de aula e faço minha apresentação especial, faço inúmeras anotações em meu caderno, com os nomes dos alunos e suas capacidades de se expressarem, então eu crio um mapa mental de como desenvolver cada um deles, tento ao longo do semestre usar essas breves anotações, para lapidar os meus alunos, por mais que deseje que meus escritores saiam da minha aula mais criativos, não posso pedir para o garoto dos games, escrever sobre roupas de grife ou algo assim, obviamente, manipularei algumas atividades, em favor das capacidades de cada um. 
Acredito que, não há limitações para nossa capacidade, mas que devemos sempre estimular as afinidades, as pessoas quando escrevem gostam de ter empatia com aquilo que estão desenvolvendo, poucas são as pessoas que, por exemplo, nunca tiveram filhos e poderão criar um relato realmente visceral, sobre esta experiência. É possível, com toda certeza, conheço pessoas que fazem esse tipo de coisa, pessoas que não vivem as coisas que escrevem, mas possuem tamanha criatividade, que podem enganar qualquer leitor, ao ponto de ele se confundir sobre a veracidade de um relato, por exemplo, mas a maioria das pessoas, começa por afinidade e por isso, eu costumo tentar ajudar meus alunos, a desbloquearem suas mentes, a partir de coisas mais simples e ir dificultando aos poucos.
No fim do semestre, nas últimas aulas, eu faço uma brincadeira, entrego uns aos outros seu primeiro e último texto e peço que percebam como os colegas evoluíram em sua escrita, mesmo os mais conservadores, acabam produzindo coisas mais ousadas ao longo das aulas e isso, é o melhor pagamento, e é por isso, que pretendo permanecer até a velhice como professor.

Atenciosamente
Roberto Gullier

 


A primeira premissa que devemos ter na vida é a seguinte, você precisa enxergar a si mesmo como você é, a sua edificação é em grupo, mas a sua salvação é individual, resumindo você precisa muito das pessoas a sua volta, mas você é responsável por suas próprias decisões.

Temos que ter em mente, como nos posicionamos diante das coisas. As vezes temos alguns medos e receios que não nos deixam seguir em frente, nos enfiamos no poço das depreciações e depressões e acabamos ficando lá, tanto tempo, que esquecemos de voltar a tona, como uma história meio boba de uma pessoa que morreu afogada em meio cm de água, porque estava com demasiada preguiça de tirar o rosto dessa quantidade mínima de água. Muitas vezes, somos assim, nos afogamos na poça, as vezes enxergamos as coisas de modo errado quando na verdade nem é.

Temos a mania do “ e se” e se eu me arrepender? E se eu me machucar? E se eu errar? E se eu não for feliz? E tantos outros e se que falamos ao longo da vida, a negatividade de acreditar que tudo que é bom dura pouco, e que você não pode nem aproveitar pra não se decepcionar. Pensa um pouco, em todas as coisas que você perdeu fazer só por causa do “e se” quantas barreiras você já colocou, quanto você já se limitou só por causa dessa pequena expressão? Qual o “e se” que você mais repete? 

Uma parábola (essa pequena parábola é de minha autoria) 

Um dia perguntaram para um homem versado, um grande professor com as melhores especializações, dando aula em uma das melhores universidades do mundo, o que era a fé, ele fez toda uma pesquisa, buscou fatos explicativos, montou uma apresentação digna de um congresso internacional, para explicar, em termos extremamente complexos, o que era a fé. Todos os presentes ficaram impressionados com as palavras do professor, mas na plateia havia um homem, muito humilde que se levantou e disse “Senhor me desculpe, mas eu não consegui encontrar a fé em suas palavras”.
O professor ficou indignado e disse “O senhor está louco? Eu expliquei exatamente o que é a fé!” e o homem respondeu “O senhor que está louco, falou muitas coisas interessantes, mas não falou o que realmente é fé” O professor bastante alterado disse para o homem “Então se eu não disse o que é fé por que não sobe aqui e diz o que sabe?” O homem então se levantou e foi, até onde o professor estava, pegou o seu microfone e começou a falar.
“A fé nada mais é do que acreditar, sempre acreditar. É fé quando você espera o impossível, é fé quando uma mãe sabe que pode não conseguir segurar seu filho nos braços por alguma complicação na gravidez, é fé quando você olha uma pessoa e enxerga nela grandes coisas que poderá um dia fazer, é fé quando uma criança perde seu animal de estimação e acredita que ele vai para o céu, é fé  quando algo tem todas as chances de dar errado e mesmo assim você vai lá e tenta porque acredita que dará certo. É fé quando você olha nos olhos das pessoas que você ama depois de ter cometido um grande erro com ela,  e ela ainda te ama mesmo assim, é fé quando Deus te vê atolado na lama dos seus pecados e ainda acredita em você.
Você pode ter fé, qualquer um pode, mas é preciso mais que apenas palavras difíceis pare explicar, porque a fé é uma coisa que não se explica, ou se tem ou não se tem,  e mesmo quando você estiver sem a sua fé Deus ainda terá fé em você”
Naquela noite, todos no lugar choraram, vendo um homem humilde derrubar um professor renomado com palavras simplórias, porque há coisas das quais falamos que não é preciso ser pomposo ou cheio de conceitos, há coisas tão simples, que as nossas teorias humanas e falhas não podem explicar.
E é por isso minha gente que o post não se chama  fé e sim acreditar, porque fé é o sentimento que você tem e acreditar é a atitude que te leva até ela, logo meu amigo, para ter fé, você antes de tudo precisa acreditar, e por que não começar por si mesmo?

Pense nisso...


 Sobre amar e odiar

                                      


Há coisas que amamos e há aquelas que odiamos, mas qual será a grande diferença entre elas? Por que amamos o verde e odiamos o amarelo? Por que há coisas que amamos tanto, mas lá no meio tem uma coisinha que nos faz odiar?
As vezes rola aquela loucura, aquela explosão e a gente parte pra um "Chega, desisto", aquelas situações que nos arrastam ao limite, que nos fazem perder a vontade de seguir em frente, que nos faz jogar todo o empenho no lixo, porque simplesmente, o amor vai se perdendo aos poucos. De repente, aquele projeto lindo se torna uma tolice, perde o propósito, são tantos contras, que os pós se tornam contras também.
Sabe quando uma coisa é maravilhosa e de repente, do nada, pequenas coisinhas vão minando, ao ponto daquele sensação de amor, vai se tornando minúscula e você chega naquele patamar de desistir, porque aquilo te faz mais mal que bem?
Voltando ao foco, a diferença entre amor e ódio é tênue, é como se ambos fossem uma coisa só, amar e odiar são próximos, o que uma tem de bom o outro tem de nocivo, são polos de uma coisa só, o bem estar, de um lado o amor te faz feliz, enquanto do outro, o ódio vai estragando toda a experiência.
A respeito do que se deve fazer, quando se sente que amor está virando ódio, o ideal é colocar na balança, ver qual está valendo mais a pena e escolher, se o ódio prevalecer, vai ser ruim pra você, não se deve levar adiante coisas que não fazem nenhum bem, então, em muitos casos o melhor é deixar pra lá, é se desfazer do que faz mal e seguir em frente.
Não deixe o ódio consumir seus sonhos, se perceber que ele irá, recomece, não é feio desistir, feio é insistir e não estar feliz. Sonhe novos sonhos, crie novas metas e deixe as experiências ruins para trás!

 



Olá amigos leitores, mais uma vez estou eu aqui com minhas loucas reflexões sobre a vida e o que ela nos oferece.

Se a vida te der um limão faça uma limonada, essa é a frase mais idealista do mundo, o que ela não implica é que se a vida te der um limão, você terá de acrescentar água e açúcar, senão ninguém vai conseguir tomar uma limonada dessas (eu talvez, amo limão puro e/ou com sal *--*). O que estou tentando dizer é que na vida nada vem de graça, você tem que pagar um preço pelas coisas, sempre é necessário abrir mão de certas coisas por outras novas, a vida é um grande mercado de trocas e você não terá nada se não souber barganhar direito, as vezes pode ser que não dê certo, que você se disponha a negociar e no final fica no prejuízo, mas isso é normal, faz parte, não podemos sempre ganhar senão nos tornaremos pessoas muito mesquinhas, aliás já somos muito mesquinhos e seríamos ainda mais se a vida não nos desse algumas rasteiras as vezes.

Tudo na vida tem um preço, e ele é muito justo se pudermos prestar bem a atenção, as vezes no grande mercado de trocas fazemos negócios lucrativos, as vezes um "mano a mano", onde ninguém ganha nem perde e as vezes fazemos negócios que não são tão lucrativos, mas que podem servir como degraus para negócios melhores no futuro. A realidade é que nesta vida tudo é muito mutante e vivemos num mundo em transição, onde hoje somos algo e amanhã não sabemos mais quem somos, o que parecia certo hoje amanhã pode não fazer mais o menor sentido e que temos que nos habituar com isso ou cairemos no grande abismo da depressão e da covardia, medos são normais, mas não podem nos paralisar, eles tem que ser nosso freio para não sairmos que nem loucos fazendo tolices ao vento, só que medo tem que ter um limite, não podemos ter medo de tentar, medo de errar, medo de viver, temos sim que colocar esses demônios no fundo do baú e seguir em frente, analisando sempre a melhor opção, de cabeça fria e com firmeza.

Temos que ter parcelas moderadas de tudo que há, sermos bons de coração, até o ponto que nos são bons, caso contrário devemos ser mais "insensíveis", não podemos abraçar o mundo, e nossas escolhas sempre vão influenciar outras pessoas e isso não podemos mudar. Precisamos aprender que a grande tacada da vida é ter fé, acreditar naquilo que você acha correto, porque assim você terá mais segurança para agir, mais liberdade de ser quem você é e mais visão de mundo. Temos que aprender também a ter a mente aberta, o mundo gira e não podemos ficar empacados sempre no mesmo lugar, temos que aprender  a girar junto com o mundo, levando em conta sempre as nossas necessidades e escolhas. Amor é importante, mas loucuras de amor nem sempre dão certo, devemos lembrar que a quem devemos agradar primeiro é ao "EU" tanto que é a primeira pessoa do singular, para depois pensar no "NÓS" que é a primeira pessoa do plural e só depois o "TU","ELE" e o resto.
A vida segue seu curso, e é uma grande corredeira, se não nos ajustarmos seremos levados pela correnteza e sabe-se lá onde iremos parar. Algumas frases de efeito me chamam muito a atenção e citarei elas abaixo, são trechos de músicas e textos que li e ouvi e que me marcaram bastante, não as explicarei, vou deixar que entendam por si mesmos seus significados porque interpretação é muito pessoal.


"Amar não é ter sempre certeza"

 Carta de amor - Jota Quest



" Se ganhou suspire, se perdeu aprenda (...)
(...)Você pode até ter medo, mas ande, caminhe, e só não pare, não pare"
Cassino Boulevar - Rosa de Saron 


" É no escuro que se aprende a ver" 

Jamais será tarde Demais - Rosa de Saron

 "Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. (...)Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. (...)Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. (...)Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte." O menestrel - Willian Shakespeare