Oi  pra você!

Bem vindo a mais uma resenha de livro! O livro de hoje é o primeiro da série O Quarteto das Noivas da Nora Roberts. Essa autora, eu não lia há anos, mas amo os livros dela, acho os romances cheios de clichês, mas ainda assim, bons e agradáveis sem aqueles floreios bobos, amo a escrita dela e fazia um bom tempo que não sucumbia a esse tipo de leitura.

Álbum de Casamento foi a escolha da vez, este é o primeiro livro do famoso quarteto das noivas, uma série de 4 volumes, um para cada uma das sócias/melhores amigas da Votos, uma empresa organizadora de casamentos entre outros eventos.

Esse primeiro livro narra a história de Mac a fotógrafa da Votos. Mac é uma mulher super competente em seu trabalho, mas que tem um histórico familiar que a desencoraja a sonhar e florear um amor "pra vida toda", filha de pais separados, um pai ausente e uma mãe presente até demais no quesito terrorismo psicológico, com uma gama de namorados e maridos. 





Nesse cenário, não é de se surpreender que quando ela finalmente conhece "o cara", quer mesmo é dar no pé rapidinho com medo de se magoar e de magoar ele.

Pois bem, sem mais detalhes da história vamos ao parecer técnico!

Mac é uma criaturinha com quem me identifiquei, confesso que o jeito dela de agir me deixou encantada e tive de cara uma empatia incrível com a Mac, já o Carter seu par romântico é a coisa mais fofuxa que eu já li, ele é todo queridinho, educado, inteligente, romântico enfim, o príncipe encantado de Tweed. Carter é professor e essa questão é um pouco estranha num primeiro momento, mas com o decorrer da trama percebemos que isso foi proposital, as profissões de ambos tem uma certa ligação e uma frase que me chamou a atenção foi quando Mac lhe diz: "Eu registro vidas, você muda vidas" (não é citação direta, apenas uma menção honrosa), achei essa frase perfeita, ela como fotógrafa regista, mas ele como professor tem a capacidade de mudar as vidas das pessoas. 

O romance dos dois é levinho, as páginas passam muito fácil, a leitura é bem fluida e a gente dá boas risadas com esse casal que classifiquei como "pastelão".Os papos das 4 amigas, cheios de intimidade, compreensão e carinho mútuo. A Votos é mais que uma empresa e isso é muito gostoso, o amor que cada uma tem por seu trabalho é maravilhoso e todo o universo em volta te transporta para o mundo dos contos de fadas e o submundo dos casamentos (quem já casou sabe como é o submundo).

Os personagens que te fazem querer maratonar tudo, ler tudo e absorver até a última página! É envolvente e as cenas se sexo eu acho super legais, sem aqueles clichês bobos, mesmo porque o sexo dos romances é meio, meloso demais, a Nora tem o talento de humanizar mais as coisas e isso me alegra muito.


Era para ser o primeiro livro e os demais quando rolasse tempo, mas o carinho que eu tomei pelas 4 foi tão intenso que eu resolvi continuar e já li todos! Inclusive se quiser faço os posts dos outros 3 no futuro. 

É isso gente espero que tenha sido sucinta, é uma resenha rápida apenas para comentar esse livro fofo, cheio de clichês que me proporcionou uma pausa nas leituras densas. 

PS li esse livro em 2017 e os demais logo depois, mas só resenhei agora por motivos de "SOU ENROLADA MESMO", mas isso pouco importa o importante é amar o livo e falar dele!




Oi pra você! Com vontade de ter experiências literárias diferentonas? Então eu recomendo o livro A Estrada de Cormac McCarthy!

Esse livro é uma experiência completamente única, a história é uma narrativa sobre a jornada de um pai e seu filho, caminhando em uma estrada deserta em busca de um lugar seguro após uma difícil fase que devastou o mundo. 

As cidades estão abandonadas, as casas apodrecendo e as pessoas que eles encontram ao longo do caminho, nada mais são que sobreviventes dessa devastação.

O que torna o livro interessante no entanto é sua simplicidade, o mundo está desolado, mas em nenhum momento o leitor é apresentado ao real motivo dessa situação, não se sabe o que aconteceu, não se sabe há quanto tempo o mundo está desse jeito, não se sabe quem são esses personagens, seus nomes, suas origens e como chegaram até ali. Temos breves vislumbres, meras lembranças vagas que dão margem a teorias, no entanto, nada fica claro.

Ao longo das páginas você vai conhecendo a relação de pai e filho, um homem que perdeu seu mundo, uma criança que aparentemente nunca conheceu outra realidade, não sabemos quantos anos o menino tem, mas sabemos que ele é muito maduro, lapidado pelo mundo hostil que o rodeia.

Apesar de simples o livro é muito envolvente, não há nele nenhuma trama extraordinária, é apenas realidade pura, apenas uma jornada, uma constante caminhada e você espera que as coisas se desenrolem, torce pela dupla, torce para chegarem onde devem chegar e se emociona com a verdade dura e simples do quanto eles sofrem e do quanto estão exaustos, do quanto querem que isso termine, seja como for.

É um livro bastante forte, bastante realista e que deixa o leitor muito impressionado, os mais empáticos (como eu) podem até se emocionar em algumas cenas mais dramáticas.

A narrativa é bem fluída e fácil, não tem divisão de capítulos, outro fator que torna esse livro bem diferente do comum, ele é um texto corrido, envolvendo tanto o leitor que a falta de interrupções leva a horas a fio lendo sem conseguir uma deixa para as pausas, ou seja, é um livro que facilmente pode ser lido de uma só vez.

Confesso que não conheço outras obras desse autor, logo, não sei dizer se os demais livros dele possuem as mesmas características.

Sendo assim tão interessante, não é nenhuma surpresa o fato da obra ter conquistado o primeiro lugar no Prêmio Pulitzer e também ter sido adaptado para o cinema.



Quantas vezes, você se pegou com caneta e papel na mão, ou apenas com a caderneta interna que fica na sua cabeça, fazendo planos e mais planos?

Se o dinheiro der eu vou viajar. 
Na segunda eu começo a dieta.
Se conseguir aquele emprego quero ir a academia.
Vou fazer uma super festa no meu aniversário.
Ano que vem eu vou mudar a minha vida.
Quero começar a estudar um novo idioma.
Vou criar um canal no youtube.

E tantos outros planos que fazemos não é verdade?

Cada um sabe os planos que tem, aquelas pequenas promessas que sabemos com certeza que não vamos cumprir, que não vão acontecer, mas gostamos de fingir que vai dar tudo certo.

Sabe o grande segredo do sucesso, que ninguém te conta? Não? Então chega mais que eu vou te contar.

Você não realiza seus planos porque não quer, você se boicota, você já pontua uma meta dizendo que não vai cumprir e passa a vida choramingando que as coisas não dão certo para você e a verdade nua e crua, é que, na maioria das vezes você nem tentou, você não deu um único suspiro de esforço, você não se matriculou na academia porque não tinha dinheiro? Mentira! Você tinha, mas como não pretendia ir nenhum dia, sabia que seria dinheiro jogado no ralo. Você é autor da própria vida, se organizar direitinho consegue cumprir tudinho.

Mas no fundo a sua cabeça já desistiu, o seu subconsciente conhece você e diz "balela não vai rolar" e você acredita na sua mente, só esquece o obvio a sua mente, mente pra você! 

Pare de fazer tantos planos vazios, faça planos de verdade, planos com potencial de serem cumpridos, comece com coisas bobas como "passar em todas as matérias esse semestre" sim porque é uma coisa que você sabe que vai rolar um esforço afinal você tá muito a fim de terminar a faculdade.

Planeje fazer coisas possíveis como ler por 30 minutos todos os dias, lavar a louça do café assim que terminar, faça planos de passear com o cachorro depois do trabalho, ou brincar por 1 hora com seu filho. 

Comece por coisas que você tem real interesse de fazer e conforme você vai tendo êxito, vai criando planos mais ambiciosos. Em breve estará fazendo todas aquelas coisas que sempre disse que faria e nunca fez e vai se orgulhar de si mesmo por isso.

O segredo é só esse, se comprometer consigo mesmo e fazer acontecer, mudar a sua maneira de pensar e provar para si mesmo que você é muito melhor do que julgava ser e isso dá uma injeção de ânimo sensacional. 

Fonte da Imagem



Sabe a mente? Ela mente.

Ela mente o tempo todo e sobre todas as coisas possíveis, ela mente o que você vê o que você ouve, o que sente e o que se lembra. Ela mente a nossa realidade, para o bem e para o mal, a nossa mente simplesmente, mente e não estou tentando rimar apenas dizendo a verdade.

A realidade é confusa e nossa mente a deixa mais simples para que possamos sobreviver em meio ao caos. O problema no entanto é que as vezes nós perdemos a ilusão e vemos o mundo como ele é, nos olhamos e percebemos que estamos completamente desgrenhados, mal arrumados para a ocasião e nos constrangemos com essa sensação de não estarmos adequados. 

Então, resolvemos nos adequar, nos modificar, colocar o traje para a ocasião e seguir conforme a música, só que o pior acontece, o traje é desconfortável, os sapatos são apertados, as costuras apertadas o penteado dá dor de cabeça, a maquiagem coça, tudo pinica, aperta, dá alergia, tudo incomoda, mas nos esforçamos para mantermos o alinhamento, para remarmos como a maré, para não sermos taxados como os desleixados da vida.

O tempo passa e cada dia nos sentimos mais exaustos em manter a compostura, enquanto estamos nos deteriorando por dentro, nos machucando e sofrendo, sabendo que não somos o que demonstramos, mas precisamos ser, senão o mundo não vai nos aceitar, temos que dar o nosso melhor, ninguém pode descobrir que somos impostores.

Nesse ritmo, só existem duas possibilidades. Sermos descobertos e sumariamente humilhados em público ou desistirmos de tudo e nos escondermos num beco escuro para que o mundo não possa nos ver.

Essas são as chances, as possibilidades que conhecemos, mas quer saber? Eu conheço uma terceira opção, uma que não dá tanto trabalho de sustentar e que te imuniza contra o lance de ser humilhado em público. 

ACEITAÇÃO! Sim minha gente, aceitação, quando você decide que vai ligar o botãozinho com "F" (vulgo Foda-se) você começa a ver o mundo mudar, se você não liga para a roupa certa para a ocasião, se não liga para todo mundo te olhando com desdem, torcendo o nariz pra sua gordurinha localizada, para o seu cabelo bagunçado e para o seu sapato confortável você se torna muito mais feliz.

Vai aprendendo que há coisas mais importantes do que ficar OK com os esnobes e quando digo esnobes, estou falando do povo preconceituoso que odeia você pelo simples fato de você não ser como a maioria, não ter a pele, o cabelo, os olhos, o corpo, a personalidade, a etnia, o gênero, a idade, o estilo ou, seja lá o quê, mais adequado.

Você precisa olhar no espelho e se assumir, lembrar que a mente as vezes mente dizendo que você devia entrar nos padrões, mas não dê atenção a ela, se ame como é, pense em tudo mais que você tem além das aparências, em todas as coisas incríveis que pode fazer, mesmo que sejam coisas incríveis completamente inúteis, mas são suas, são pequenos pedacinhos de você e merecem ser valorizados.

Esqueça esse lance de não querer se destacar, isso é mentalidade de quem é covarde, os corajosos querem mesmo é amarrar uma melancia no pescoço e sair na rua chamando a atenção, mostrando e ofendendo o mundo com a sua peculiaridade dizendo "Ei mundo, eu sou diferente, morra de angústia com isso!". Quem não é visto não é lembrado, veja os grandes nomes da história, eles não são grandes nomes por serem padrão.

As pessoas criticam aquilo que não conseguem fazer, elas falarão mal de você, sim, mas é porque elas também estão apertadas dentro do traje da ocasião e não tem força de vontade suficiente para assumir que querem usar algo mais confortável. Além disso, existem aquelas pessoas que se inspirarão na sua atitude e cada dia mais e mais o certo deixara de ser o traje de ocasião e sim o bom e velho traje confortável.

Então, esqueça as convenções, ignore quando a sua mente, mente para você e se assuma COMPLETAMENTE DESGRENHADA!




Era verão, eu tinha 16 anos quando passei férias na casa dos meus tios, foi a primeira vez que minha mãe deixou eu viajar sozinha, ela sempre me levava e depois ia me buscar, mas dessa vez eu peguei o avião sozinha.

Senti um frio na barriga quando decolou, mas eu estava muito animada, aquela vigem significava muito pra mim.

Quando sai do avião meus tios estavam lá me esperando, sempre tão amáveis, me levaram para comer em um restaurante muito aconchegante e depois ao shopping para escolher meu "presente de boas vindas". Tia Amália e tio Felipe não podiam ter filhos, então eles sempre me recebiam, dando mimos e uma estadia acolhedora, adorava visitar eles, eram mais jovens que meus pais, ela tinha 34 anos e ele 37, eram casados há 10 anos e eram inteligentes e divertidos, viajavam o mundo, tinham uma casa linda e os melhores jogos de tabuleiro. Tio Felipe era o irmão caçula de meu pai, eles sempre foram muito próximos.

Ganhei um livro que escolhi na livraria do shopping e minha tia fez questão de me comprar também o box do Harry Potter com a promessa de maratonarmos no fim de semana, ela era apaixonada por HP e foi ela que me levou pro mundo dos bruxos, no meu aniversário eu ganhei os livros e desde então me apaixonei pelo bruxinho.

Como sempre os dias foram incríveis, meu tio trabalhava em Home office e minha tia era escritora de fantasia, estavam sempre em casa, e tinham os horários flexíveis, eu esquecia de casa quando estava lá, era tudo perfeito, os melhores papos eram com a minha tia, lembro que minha primeira menstruação eu liguei pra ela, porque minha mãe não estava em casa e eu não tinha ideia do que fazer, ela era sempre compreensiva e calma, teria sido uma ótima mãe, mas infelizmente teve um problema sério aos 14 anos e teve que retirar todo o aparelho reprodutor, meu tio sempre soube e mesmo assim não desistiu dela, eles se casaram logo depois que ela voltou da Inglaterra onde fez faculdade de literatura, eles eram muito felizes e ela nunca se queixava de não poder ter filhos e eu admirava isso nela.
Foram os melhores 20 dias que passei fora de casa, minha tia fazia as comidas que eu gostava, meu tio se juntava a nós para os jogos de tabuleiro, saiamos a noite para comer e passear, eu podia dormir tarde e sempre tinha um filme legal regado a pipoca e refrigerante.

Aquele verão foi o melhor, sempre lembrei dele com carinho, depois dele eu nunca mais fui para a casa dos meus tios passar férias, porque eu terminei o ensino médio e conheci um menino na faculdade e eu tinha pena de viajar por tanto tempo e deixar ele, não gostava da ideia, meu namoro durou 6 anos, eu não consegui terminar a faculdade, fazia arquitetura e comecei a desapegar perto do final, fazia menos matérias e fiquei quase um ano afastada por causa de um problema de saúde. 

Quando meu namoro terminou e eu me vi sem faculdade ou perspectiva eu fiquei triste, mas isso durou pouco mais de um mês, tia Amália e tio Felipe vieram nos visitar, me convidaram pra fazer um lanche e começaram a conversa que mudaria minha vida, me ofereceram fazer uma faculdade bem legal em Portugal, estavam se mudando para lá por causa da empresa que meu tio trabalhava, dentre os benefícios estava incluída uma bolsa para os dependentes, como não tinham filhos perguntaram se eu não queria ir com eles, disseram que haviam conversado com meus pais e eles aceitaram, bastava eu querer. 

Pensei por duas semanas, conversei muito com meus pais e finalmente decidi ir.

Hoje eu vivo todos os dias meu inesquecível verão, amo meus pais, mas hoje eu tenho meus tios, eles são mega atenciosos, me dão de tudo, me ajudam muito, me apoiam, sempre estão ali pra mim, duas vezes por  ano, nas férias, eu volto pra casa dos meus pais, faço o que gosto, faculdade de história da arte, estou no terceiro ano da formação e recebi um convite para trabalhar como assistente do curador de um museu em Lisboa, meus tios e meus pais ficaram orgulhosos, por hora não quero namorar, mas tenho vários amigos, saio bastante com eles, mas não troco por nada as noitadas de chocolate quente e pipoca vendo filmes ou jogando com meus tios.

Eu sempre acharei aquele verão inesquecível, porque eu era jovem e sonhava com a vida que tenho hoje e a vida foi tão generosa comigo em ter me permitido ter tudo isso, que para mim é apenas eu revivendo infinitas vezes aquele verão...