SÉRIE - TOUCH - NETFLIX

Oi pra você!

Eu preciso compartilhar com o mundo essa série!

Touch é uma das melhores surpresas que a Netflix me trouxe, estava eu certo dia sapeando a procura de coisas novas, quando de repente me deparo com essa preciosidade no catálogo. A série não me era nova, eu a conheci e havia me apaixonado, mas como eu nunca conseguia acompanhar na TV, devido o horário que passava e também porque eu não encontrava para assistir nas internets da vida eu já tinha desistido. 

Enfim... O ponto importante é esse, eu encontrei a série e pirei completamente!
SINOPSE: Martin Bohm (Kiefer Sutherland) é um ex-jornalista que, após o falecimento da esposa nas Torres Gêmeas em 11 de setembro, passa a exercer uma série de trabalhos diferentes tentando dar um novo sentido à própria vida. Isso inclui tomar conta do filho, Jake (David Mazouz), de 10 anos, que desde que nasceu foi diagnosticado com autismo. Mas Martin começa a acreditar que Jake é mais do que os olhos podem ver. Usando uma série de números em padrão, o garoto leva o pai a fazer descobertas e, assim, começa a traçar um certo equilíbrio entre vários acontecimentos ao redor do mundo. Martin passa então a investigar para descobrir qual é o grande propósito do filho, e os motivos de ele estar no mundo. (Adoro Cinema)
A série como mencionado na sinopse gira em torno do pai Martin e seu filho Jake, o que é mais interessante e creio que dá nome a série, é o fato de Jake não permitir jamais ser tocado e não pronunciar nenhuma palavra. O garoto se comunica com o pai apenas por números. Martin segue as coordenadas numéricas a fim de fazer "o que precisa ser feito", mesmo é claro que ele geralmente não faça a mínima ideia do que é, esse pai vai as cegas a todo lugar e pouco a pouco, sua simples presença altera a ordem dos acontecimentos dando ao universo um melhor equilíbrio. 

 A série é maravilhosa, as cenas são incríveis, te deixam sem fôlego e você fica até mesmo aprees em outros países e tudo, absolutamente tudo está interligado como ele menciona já nos primeiros minutos, há uma lenda que diz que todas as pessoas que necessitam se cruzar possuem um fio vermelho amarrado nos tornozelos, esse fio jamais se rompe, mesmo que muitas vezes se enrosque. 

Em resumo a missão de Jake é desenrolar o fio e a de seu pai é de ser o executor, ele se utiliza dos mapas do filho para dar ordem ao universo.

Sério gente, essa série dá um boooom na cabeça, você vê as coisas e pensa que nada faz muito sentido, mas tudo está ligado, todos os personagens, todos os acontecimentos tem motivo e os finais de episódio deixam a gente com aquela cara pasma de quem quase nem notou as coisas chegarem ali.

Vale a pena galera! Assistam e comentem o que acharam! 

Fiquem com o trailer pra sentir um pouquinho como é. 




Oi pra você!

Então, hoje eu me encontro feliz!

Porque hoje eu tenho uma coisa que se chama conforto. 

Durante toda a minha vida eu sonhei em viver esse momento, em ficar calma e saber que tudo está fluindo, em poder ir ao mercado e comprar aquela bobagem que eu gosto e não me preocupar com o orçamento, em sair no fim de semana pra ir ao cinema sem me preocupar que vai faltar comida no fim do mês. 

Nossa, eu nem acredito que esse dia chegou pra mim!

Para você que não está a par dos acontecimentos eu vou resumir...

Eu nasci em uma família pobre, vi meus pais penando pra pagar as contas, cresci, batalhei pra fazer faculdade, dai em 2014 eu casei e tudo ia bem, meu marido se desempregou em 2015, eu trabalhei até agosto de 2016, sendo a principal fonte de renda da casa, o Rafa ganhava uma grana com alguns freelas e serviços temporários e assim foi até a depressão me devorar, me vi com diploma na mão, uma administradora formada, deitada na cama sendo convencida a sair dela e o mundo, desabou. Perdi o emprego, fiquei com algumas parcelas do seguro e em 2017 não conseguia nada, não conseguia um emprego de jeito nenhum e o Rafa penando também. 

2017 beiramos a fome, a barriga não chegou a doer, mas passou bem perto, foi um ano tão doloroso, um ano cheio de desafios, um ano que em Setembro/Outubro ficou melhor porque arranjamos emprego, mas, novamente a depressão deu conta de me dar outra rasteira e desisti, resolvi tirar "férias remuneradas" vulgo "ser sustentada pelo marido" e isso obviamente não deu certo, porque eu sou uma pessoa independente e ficar em casa sendo sustentada não faz meu tipo, comecei a me sentir inútil e olha só, a depressão começou a tomar conta dos meus dias novamente.

Mas hoje eu estou bem, digamos assim, estável, tenho um emprego, que é bom, tenho um salário e com ele vieram as pequenas regalias que falei no início. Hoje posso me dar ao luxo de fazer coisas levemente extravagantes sem culpa. Conseguimos adquirir algumas coisas que estavam nos fazendo falta, conseguimos dormir sabendo que nada vai faltar no fim  do mês e isso não tem preço.

Hoje eu consigo sonhar e saber que é possível. Hoje eu posso pensar em uma pós graduação, posso ponderar voltar a estudar inglês, posso escrever, posso fazer as coisas que amo e me sentir útil de novo. Eu posso me tratar, porque o meu emprego dá plano de saúde e pela primeira vez em 10 anos sendo escrava da depressão eu posso ver lá no horizonte o tratamento, eu posso viver, posso superar, posso olhar para traz e saber que passou, que acabou e que mesmo que hoje um imprevisto aconteça, não será como antes, será mais fácil, muito mais simples de superar.

Não acho que consiga explicar o quanto é incrível a sensação que eu estou sentindo hoje, de olhar pra vida e ver que ela está boa, que eu posso ficar tranquila, que me é permitido ser feliz, que não é uma ilusão, que isso existe e está ao meu alcance.

A minha vida está longe de ser perfeita, mas ela está certamente muito mais maravilhosa do que estava há um ano e, certamente, estará melhor daqui a um ano e é isso que faz eu agradecer, essa constante mudança, essa evolução, eu acredito que muito já veio, mas muito ainda virá e que eu ainda vou ter muitos motivos pra me sentir grata e isso é a melhor coisa que eu posso desejar a mim mesma.

Que dias sempre melhores venham e que a felicidade seja a regra e não a exceção. 




Oi pra você! Hoje tem resenha de livro aqui no blog. 
Fiz uma votação lá no instagram e o vencedor foi A Noiva Fantasma, então bora ver a resenha do livro!


A História de passa em 1893 em Malaia que hoje conhecemos como a Malásia, uma jovem chamada Li Lan (eu sei que lembra Lila, mas... é só coincidência mesmo), recebe uma proposta de casamento, seu pai, antes um homem rico, mas que perdeu tudo após a morte da esposa em que se afundou no ópio, acha que ela deveria aceitar, já que a família do noivo é rica e ela terá uma boa vida, o único problema é o fato de que o noivo está morto!

Então começa o grande problema na vida da moça, casar-se com o morto? Ou dizer não? Parece uma decisão bastante simples até o pretendente Lim Tain Ching começar a atormentar Li Lan tentando forçá-la a se casar com ele.

Esse é apenas um breve resumo da história do livro, que apresenta uma prática muito comum antigamente (e há casos até hoje), de casamentos com mortos para acalmar o espírito inquieto de quem se foi. 

O livro começa com uma protagonista jovem, na casa de seus 17 anos mais ou menos, ingênua e infantil. Li Lan é uma personagem muito "verde" que não entende muito as decisões que toma e as consequências que isso terá, mas ela vai crescendo ao longo do livro, vai aprendendo e amadurecendo muito, aos poucos começamos a torcer por ela e para que ela consiga resolver tudo.

Lim Tain Ching é um homem terrível, ele está obcecado por Li Lan, quer possuí-la e não mede os esforços para tê-la. Ele faz o que está a seu alcance, usando formas sobrenaturais para fazer com que ela se case com ele, ele é o que eu chamo de espírito de porco, sua alma é podre, ele é nojento e você cria logo de cara um ódio do personagem, o que pra mim é maravilhoso, porque você sabe que ele foi bem construído.

Existem mais alguns personagens ao longo do livro que infelizmente não posso mencionar por ser spoiler... Só digo que meu personagem preferido é um deles e que ele é muito divertido, aquele ser totalmente sem filtro que vai te arrancar algumas risadas.

A narrativa é em tempo real, seguindo a evolução da história junto com o leitor, ou seja, você sabe tanto quanto o personagem e vai descobrindo tudo junto com ele, isso se dá principalmente pelo livro ser em primeira pessoa. Acredito que se o livro fosse em narrativa de terceira pessoa ele não seria tão imersivo, você ter a experiência de conhecer a história do ponto de vista da Li Lan é o que torna ele mais misterioso, como não há uma visão global você não tem noção do que acontece nos demais núcleos e isso realmente deu o tom certo pra história.

A escrita da autora é muito boa, eu gostei de como ela conduziu a história, como a trama evoluiu e com as repentinas viradas do decorrer do livro, além de ir dando ao mistério um corpo que vai fazendo o leitor ficar com aquela pulga atras da orelha tentando de descobrir o que está realmente acontecendo.

A autora também tem muita facilidade de adicionar alívios cômicos, que são cenas mais divertidas, que quebram a tensão da narrativa dando mais conforto ao leitor. Esse livro tem um tom um pouco sombrio, parte dele acontece no reino dos mortos, então conhecemos "o outro mundo" e ele obviamente é sombrio, mas esses pequenos alívios cômicos são uma forma eficiente de deixar a leitura mais leve.

O livro foi bem pensado e bem executado, ele tem início, meio e fim, é interessante, mostra uma cultura muito diferente da que conhecemos, apresenta uma perspectiva muito diferente da vida após a morte da que estamos habituados e segura o mistério ao longo das páginas e vai nos dando novos pequenos mistérios ao longo do caminho. Eu como escrevo sei como é difícil manter um clima como esse sem deixar a peteca cair, mas a autora se saiu muito bem e o resultado foi um livro muito bem organizado, estruturado, coeso e rico culturalmente.

Como já devem ter percebido eu amei o livro! Confesso que quando o peguei para ler eu esperava muito menos dele, eu esperava uma história de terror de uma moça que estava sendo atormentada por um pretendente morto e só, mas o livro me deu mais que isso, me deu uma imersão na cultura da Malásia, me apresentou uma tradição bizarra, porém verdadeira e até muito comum, me mostrou uma nova visão da vida após a morte, me mostrou uma evolução de personagem incrível e ainda me brindou com um final surpreendente! 

Eu não imaginava que ia gostar tanto, li esse livro muito rapidamente, porque ele me prendeu muito, eu ficava frenética querendo entender tudo e pensando como a Li Lan ia sair desse rolo, dai do nada acontecia algo e enrolava mais ainda e o meu medo era "como é que faz agora???"  e autora sempre dava um jeitinho, isso fez a experiência de leitura ser muito boa para mim, tornando o livro 5 estrelas e favoritado no Skoob.

Agora os famosos avisos paroquiais...

Esse livro é sobre uma cultura avessa a nossa, o Brasil é um país predominantemente cristão, então se você é uma pessoa de crenças religiosas muito enraizadas, pode ser um livro muito desconfortável. Ele desconstrói tudo que nós conhecemos, mesmo porque ele é baseado em outra cultura. 

Ele é um livro de mistério, não um terror de não conseguir dormir depois, acho ele leve, super tranquilo para os medrosos de plantão.

Além de toda imersão no próprio livro essa edição da Darkside conta ainda com vários extras que contam um pouco da cultura dos casamentos fantasmas, fala de onde vem as teorias do pós morte abordadas, mostra o significado de alguns dos nomes, dialetos e a história da Malásia, ótima edição, além e claro de ter o padrão Darkside, com capa dura, fitinha de cetim e um projeto gráfico lindo!

Bom minha gente é isso, recomendo muito o livro! 



Olá,

Escrevo hoje esta carta para te desejar vida. 

Eu poderia te desejar muitas coisas ruins, mas aprendi com a minha maturidade que desejar o mal para o outro não faz nenhuma diferença, se você fracassa ou faz sucesso pouco importará para a minha vida, meu sucesso depende das minhas escolhas e das minhas capacidades e não do fracasso dos outros, como você acredita que é, já que vive mentalizando minha derrota.

E sou uma pessoa de coração bom, mas eu não sou boazinha ao ponto de dizer que o seu ódio eu pagarei com amor, eu sou muito sincera em dizer, que o seu ódio eu pagarei com a minha indiferença, porque você não determina nada na minha vida é apenas alguém cheio de rancor por não conseguir ter sucesso, porque vive percorrendo as estradas alheias e esquece de trilhar o próprio caminho.

Para mim você não é nada, não é nem um mísero grão de areia, não faz diferença, não muda nada e não tem capacidade de se fazer enxergar por algo mais que "aquela pessoa que não gosta de mim".

Não vim a este mundo para agradar você, reverenciar você e muito menos para sofrer com as coisinhas fúteis que você me diz, sinceramente, você é um serzinho bastante patético stalkeando cada passinho da minha vida para me criticar. 

Se você se desse ao trabalho de se empenhar tanto para ter sucesso na sua vida, quanto você se empenha em tentar apontar meus erros e me destruir, talvez você já tivesse chegado bem mais longe do que está hoje.

Eu não odeio você, porque acho que ódio deve ser destinado a pessoas merecedoras e você infelizmente nunca conseguirá chegar lá porque é medíocre demais, até para isso.

Peço de coração, que no futuro você se ocupe com coisas mais interessantes do que eu e tente olhar mais para o seu próprio umbigo, que aliás é tão maravilhoso, mas tão indigno da sua própria atenção não é mesmo?

Espero de verdade que você tenha aquilo que merecer e receba o dobro de tudo aquilo que sonhou pra mim, porque devemos sempre receber de volta de forma dobrada aquilo que emanamos para o universo. 

A sua vida é um problema só seu, então trate de cuidar bem dela, tão bem quanto cuida da minha.

Seja feliz e reflita sobre aquilo que você é, espero que amadureça e aprenda como viver de forma menos nociva, te desejo o merecido, o mundo que trate de decidir o que é porque essa não é a minha função.

Atenciosamente
Lila Martins


Gostaria de apresentar a mais verdadeira característica minha, aquela que predomina e faz de mim esse serzinho esquisito que sou que é ser completamente louca.

Ok, parece loucura ver uma pessoa se denominando louca não é mesmo? Mas a verdade é que sim,  eu sou louca, eu sou completamente descompensada e altamente perigosa e psicopata! Brincadeirinha 🙈 

A verdade é que eu sou louca de um jeito diferente, eu sou louca por causa da depressão, com pós graduação em ansiedade e uma pitada de síndrome do pânico que é pra dar uma movimentada. Eu sou a pessoa que sente vontade de fazer absolutamente TUDO por culpa da ansiedade, mas que não tem pique para NADA por culpa da depressão e que entra em pânico achando que uma hora os dois transtornos vão entrar em uma luta sangrenta e quem vai morrer sou eu! A depressão ficaria feliz se eu morresse, mas ansiedade morre de medo disso, então eu fico assim no meio de tudo com o meu cérebro brigando consigo mesmo enquanto eu tento acreditar que está tudo muito bem.

Não é fácil viver na corda bamba sabe? Então eu decidi alegar demência e seguir em frente, deixar de me preocupar tanto, de me cobrar tanto e de me sentir tão culpada por não estar bem o tempo todo. Aceitar que eu não tenho culpa dessa zueira, que eu não escolhi ser assim, mas que sou assim independente de qualquer coisa.

Decidi abraçar a minha loucura e amar a Lila que está louca as vezes, que chora sem motivo ou que fica irritada com facilidade, que tem medo de tudo e que passa dia após dia pensando em todas as coisas que deveria fazer, mas não faz.

Decidi aceitar que eu sou assim mesmo e que eu posso conviver com isso, que preciso aprender a conviver com isso, porque eu sinceramente não acredito em cura, acredito em melhora, com tratamento, medicação adequada e terapia. 

Eu preciso viver! Eu não sou uma suicida, na verdade é um conceito errado achar que depressivos são suicidas, nós não queremos morrer, apenas não temos muita vontade de viver, é bem diferente ok?

Como ia dizendo, eu preciso viver, eu quero isso, quero realizar muitas coisas, e ir a muitos lugares, fazer muitas coisas e preciso começar de algum lugar. Então, resolvi começar aceitando que eu tenho esses probleminhas para tratar e me alegrando com as pequenas vitórias do dia-a-dia, coisas corriqueiras para todo mundo, mas extremamente difíceis pra mim.

Quero voltar a me dedicar as coisas que amo, quero terminar meu livro, voltar a escrever, voltar a criar conteúdo pro meu blog e para os canais, voltar a ver filmes e séries sem sentir culpa porque "deveria estar fazendo coisas mais úteis" e ser menos fiscal da minha própria vida.

Eu ainda estou em processo de aprendizado, estou começando a entender o que funciona pra mim e a fazer uso dessas coisas. Pretendo ir falando delas no futuro, comentando como funcionam e porque funcionam, para outras pessoas se inspirarem e também para eu mesma consultar no futuro, nos dias em que estiver perdida, me sentindo uma fracassada.

Então... pra acabar com esse papo quero apenas dizer pra você que tá no mesmo barco e pra mim que estou lendo isso para me motivar (sim estou falando comigo mesma no futuro, disse que era louca, vocês não acreditaram em mim), que está tudo bem, que não faz mal ficar triste as vezes, que é normal se sentir péssima, que você é uma pessoa especial, que pode não ser o melhor dos melhores, mas é o melhor que pode, o melhor que consegue e isso em si já te torna vitorioso. Que o simples fato de estar vivo e lendo isso te torna um grande vencedor, porque a depressão tentou de derrubar e você saiu da cama e está na internet lendo isso ou está na cama mesmo e lendo isso, mas você resolveu ler, tomou uma atitude e isso é ótimo PARABÉNS! 

Você não está sozinho, existem outros como você, pare de acreditar nos babacas que dizem que você não tem nada, que depressão é frescura, que você é vitimista, que conhece outras pessoas com depressão que não ficam se lamentando, porque cada um lida com os problemas do seu jeito e que se a pessoa não te compreende ELA tem problemas de empatia, o problema não é você, entendeu? NÃO É VOCÊ!  O mundo não sabe lidar conosco, o mundo não entende o que a gente sente, porque o mundo não está na sua cabeça, não está vivendo o problema então use a técnica do, "meu cérebro, minhas regras" e pare de levar a sério esse povo mesquinho que só quer matar você! Não, não estou sendo dramática, se você ouve um depressivo falando do que sente e o chama de vitimista, você quer mais é que ele se exploda e se a pessoa tiver uma vertente suicida, você pode ser o fósforo que vai acender o pavio.

Para terminar eu quero deixar um recado para quem tem um "depressivo de estimação" ouça, sem opinar, elogie, sem precisar, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo Demonstre que você não julga, mesmo se julgar, tente ser neutro, tente apenas apoiar, aconselhar e acolher, nunca deprecie, não diga o que está fazendo de errado, sabemos o que fazemos de errado, mas é um segredo nosso, se alguém diz em voz alta aquilo se torna real, assustador e praticamente intransponível.  Se não puder fazer isso, se afaste é melhor sair de cena se não conseguir conviver, se for pra magoar e deixar a pessoa pior.

Enfim, seja você mesmo, com todos os seus demônios como diria Tyrion Lannister "Nunca se esqueça de quem você é, porque é certo que o mundo não se esquecerá. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e ela nunca poderá ser usada para lhe magoar."